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Principais Tratamentos

Doença da Tireoide

Os problemas de Tireoide tem se tornado cada vez mais frequentes e são um dos principais motivos da consulta a um endocrinologista. O hipotireoidismo acontece em 8 a cada 100 pessoas. Nódulos nesta glândula podem ser identificados em quase metade de todas as pessoas que são submetidas a um ultrassom da região do pescoço.

Vamos conversar sobre esta glândula tão importante?

Disseram que eu tenho Tireoide! O que significa isso?

Esta pergunta é muito frequente no consultório! Fique calmo porque a tireoide não é uma doença, nem uma anomalia! É uma glândula que se localiza na parte inferior e frontal do pescoço. É também tão charmosa que tem o formato de uma borboleta. Na verdade, todos deveriam ter a tireoide presente e funcionando adequadamente, pois ela é responsável pela ativação do metabolismo celular, ou seja, pelo bom funcionamento de todas as células do organismo. Faz isso através da produção de dois hormônios: o T4 e o T3. No entanto, como qualquer órgão do corpo, a tireoide pode ser acometida por vários problemas e quando algum desses acontece, popularmente e “erroneamente” algumas pessoas podem dizer que o indivíduo tem “tireoide”. O fato é que ela sempre esteve lá, mas só foi percebida quando as coisas passaram a não funcionar tão bem. Isto ocorre principalmente quando a glândula passa a produzir hormônio em excesso (hipertireoidismo) ou em escassez (hipotireoidismo), ou ainda quando se encontra algum aumento de tamanho, seja ele difuso (de toda a glândula ) ou localizado (através de um ou mais nódulos).

Como o funcionamento da tireoide é controlado pelo organismo?

Existe uma glândula chamada hipófise, localizada em uma região do cérebro denominada Sela Túrcica, que controla várias outras glândulas do organismo, sendo a tireoide uma delas. Então vamos entender: como já disse, a tireoide produz os hormônios T3 e T4. Porém, para que ocorra esta produção, a hipófise produz um hormônio chamado TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide). Eles permanecem em equilíbrio, ou seja, a hipófise libera TSH na circulação que por sua vez liga-se nas células da tireoide estimulando-as a produzir T4 e T3. Estando estes hormônios adequados, o cérebro entende que não precisa produzir nem mais nem menos TSH e assim, o seu exame apresentará todos os níveis normais, tanto de TSH, quanto de T4 e T3. Na maioria das vezes, a dosagem de T4 é mais utilizada porque ele representa 93% da produção hormonal da glândula. Será importante dosar T3 apenas em situações muito específicas, especialmente no hipertireoidismo. Neste caso, como a tireoide, por algum motivo, está produzindo hormônio em excesso, o cérebro entende que não há necessidade de mais estímulo e por isso, para de produzir TSH. Assim, o exame vai apresentar TSH baixo ou até indetectável e T4 e T3 altos ou, se for ao início da doença, ainda normais para os valores de referência do laboratório apesar de certamente inadequados para o seu organismo, já que o seu cérebro quer te proteger e por isso detecta que algo está errado mesmo diante de alterações sutis na produção de hormônio tireoidiano. Ao contrário, no hipotireoidismo, quando a tireoide estará produzindo menos hormônio do que o necessário, a hipófise entende que ela precisa ajudar esta glândula que está “preguiçosa” e estimulá-la a produzir a quantidade certa de hormônio. Por isso, haverá um aumento do nível de TSH. Mais uma vez, o T4 e T3 ainda podem estar normais bem no início da doença, mas provavelmente se nada for feito eles ficarão baixos.

A seguir, vamos conversar mais sobre as principais doenças que acometem esta glândula tão importante!

HIPOTIREOIDISMO

O que é hipotireoidismo e quais são as suas causas?

Quando a pessoa tem Hipotireoidismo significa que a sua tireoide está funcionando “pouco” (algumas vezes nada!). Ou seja, está produzindo menos hormônio (T4 e T3) do que deveria. Isto pode ocorrer por vários motivo, confira:

  • Tireoidite Crônica Auto-imune ou de Hashimoto: esta é disparada a causa mais comum do hipotireoidismo. Neste caso, a pessoa passa a produzir anticorpos voltados contra a sua própria tireoide. Na verdade, isto não deveria acontecer, já que a função dos anticorpos seria nos proteger contra qualquer ameaça que seja estranha ao nosso organismo (como vírus, bactérias, corpos estranhos, etc), não contra esta glândula que tem uma importância fundamental para o bom funcionamento de todas as nossas células. No entanto, por uma tendência genética (visto que a maioria das pessoas com esta doença tem algum parente acometido) associada a algum “gatilho” do ambiente, (nem sempre detectado) o corpo produz estes autoanticorpos que vão destruindo a glândula aos poucos, chegando a um ponto onde não haverá mais tecido gandular suficiente para produzir a quantidade necessária de hormônio tireoidiano, levando ao hipotireoidismo.
  • Hipotireoidismo Congênito: esta condição é muito rara (ocorre em 1:5000 nascidos vivos), mas também pode ser muito grave! Aqui, o bebê já nasce com alguma malformação na estrutura da glândula ou em algum passo da produção hormonal, não sendo capaz de produzir os hormônios tireoidianos. Pode ser detectado pelo teste do pezinho e, se tratado idealmente dentro do primeiro mês de vida, não terá sequelas!
  • Outras causas: também pode ocorrer mal funcionamento da tireoide após uma cirurgia onde foi retirada parte ou toda a glândula, após uso de radioterapia para Doença de Graves e durante o uso de medicamentos que prejudicam a produção dos hormônios tireoidianos como amiodarona, interferon, lugol e lítio.

Quais são os sintomas e consequências do hipotireoidismo?

Lembrando que a tireoide ajuda todas as células do organismo a desempenharem bem as suas funções, se ela mesma não está funcionando adequadamente e liberando pouco hormônio na circulação, todo o resto do corpo também ficará “preguiçoso”!

Logo, os sintomas serão: falta de energia, sensação de frio, pele seca, queda de cabelos, intestino preso, memória ruim, sensação de palpitações (apesar do coração bater mais devagar e fracamente), fata de ar e pouca tolerância ao exercício físico, aumento da pressão arterial, aumento do colesterol e triglicérides, labilidade emocional (tristeza, choro fácil) e pequeno ganho de peso (no máximo 5kg). Nas mulheres pode levar a irregularidade menstrual, aumento do fluxo menstrual e dificuldade para engravidar.

Atenção pais: nas crianças, o principal sintoma será a queda no crescimento e consequente baixa estatura, não necessariamente sintomas de falta de energia e demais sintomas relatados, já que para tirar a energia dos pequenos a tireoide tem que estar muito alterada.

Nos bebês que já nascem com esta alteração ou que são acometidos ainda no primeiro ano de vida, pode ocorrer, além da falta de crescimento adequado, um desenvolvimento atrasado (fica mais molinho, demora a firmar a cabecinha), choro rouco, dificuldade para sugar o peito ou mamadeira, barriguinha inchada e dificuldade para evacuar. Se nada for feito pode levar a retardo mental, mas não apavore: se diagnosticado e tratado ainda nos primeiros dias ou meses de vida, seu bebe terá um desenvolvimento normal! Por isso é tão importante não negligenciar o teste do pezinho e pegar logo o resultado para o pediatra avaliar!

Como é tratado o hipotireoidismo?

A boa notícia é que independente da causa será muito simples tratar o problema. A má notícia é que não haverá mais como fazer a tireoide voltar a funcionar, por isso o tratamento nada mais é do que imitar o funcionamento da tireoide e administrar o seu próprio hormônio diariamente. Este hormônio é a levotiroxina, que nada mais é do que o T4. Existem várias marcas no mercado que fabricam esta medicação, porém deverá ser evitado ficar trocando de marca durante a reposição, a não ser que seja por recomendação do seu médico! Também não recomendo o uso do genérico! Importantíssimo tomar o comprimido com água, em jejum e pelo menos 30 minutos antes do café da manhã. Para os pequeninos, pode diluir o comprimido em um pouquinho de água. Jamais administrar com alimentos e nem mesmo com outros medicamentos. Estes podem ser tomados em outros horários! Medicamentos com carbonato de cálcio, sulfato ferroso, hidróxido de alumínio, cloridrato de sertralina e alimentos contendo soja podem ser utilizados, porém, com pelo menos 4 horas de diferença em relação a levotiroxina, ou seja, após o almoço.

Desta forma, todo o organismo agradecerá e voltará a funcionar direitinho!

Tenho Hipotireoidismo e gostaria tanto de engravidar... será que conseguirei? Meu bebê será saudável?

Não fique tão apreensiva! Se for para ter seu bebê, não será o hipotireoidismo que te impedirá de realizar este sonho! Para isto o ideal é que a gestação seja programada para que o TSH esteja menor do que 2,5 mUI/mL antes da concepção. Este valor indica que você terá hormônio de tireoide suficiente para você e para o bebê! No entanto, caso tenha ocorrido a gravidez com um TSH mais elevado, o mais importante será o efetivo controle durante toda a gestação. Importante acompanhar com exames pelo menos a cada trimestre e a cada 4 semanas no caso de ter sido alterada a dose da medicação em algum momento. Normalmente as doses serão aumentadas entre 25 e 50 %.

A mulher com hipotireoidismo pode ter uma chance maior de aborto no primeiro trimestre, mas o bom controle já diminui bastante este risco e não quer dizer que isto vai acontecer! Pelo contrário, a maioria das gestações são bem tranquilas e os bebês bastante saudáveis!

HIPERTIREOIDISMO

O que é hipertireoidismo e quais são as suas causas?

O próprio nome já nos conta: Hiper vem de muito, ou seja, no hipertireoidismo a tireoide estará produzindo excesso de hormônio T4 e T3. Assim, todo o organismo passará a funcionar muito também! No exame o TSH estará baixo já que para proteger o organismo, o cérebro pensa que não será preciso liberar TSH na circulação, já que a tireoide por si só já está produzindo hormônio demais! Se ele continuasse a produzir TSH normalmente, o excesso de hormônio tireoidiano seria maior ainda e mais prejudicial!

Este descontrole hormonal pode estar ocorrendo devido a alguns problemas indicados abaixo:

  • Doença de Graves: Calma! Não se trata de uma doença grave! O Doutor Graves foi o primeiro médico que descreveu esta doença, por isso leva o nome dele. O que ocorre aqui é que, por uma tendência genética associada a algum fator ambiental (como por exemplo o próprio tabagismo ou um fator emocional muito importante como um assalto, a perda de um ente querido, um acidente, etc), o organismo começa a não reconhecer a tireoide como um órgão que faz parte dele (como ocorre também na tireoidite crônica autoimune) e produz um anticorpo para destruí-la. No entanto, o “feitiço vira contra o feiticeiro” e este anticorpo, ao invés de destruir a tireoide, liga-se a suas células fazendo com que elas produzam hormônio em excesso!
  • Tireotoxicose por Tireoidite Autoimune: neste caso, o organismo também produz anticorpos contra a tireoide e estes sim, levam a sua destruição. Na maioria das vezes esta destruição vai ser lenta e levar ao hipotireoidismo, mas algumas vezes ela é tão maciça que por destruir muitas células ao mesmo tempo, pode levar a liberação de muito hormônio na circulação, hormônio este que já estava armazenado dentro da própria glândula! Por isso, é autolimitado, ou seja, enquanto tiver hormônio armazenado sendo liberado, o exame indicará excesso de hormônio na circulação, mas assim que este hormônio acabar, a tireoide voltará a funcionar normalmente ou terá sido tão destruída que passará a apresentar o hipotireoidismo.
  • Tireotoxicose por Tireoidite Subaguda: o mecanismo é mais ou menos o mesmo da Tireotoxicose por Tireoidite Autoimune, mas aqui o organismo passa a destruir a tireoide após ser contaminado por um vírus muito parecido com as células tireoidianas. Por isso, ao produzir anticorpos contra o vírus, acaba atacando estas células também. Neste caso, por ser uma destruição muito rápida, além de liberar muito hormônio na circulação, ocorre dor na região do pescoço. A dor chega a ser tão intensa que afeta a deglutição e movimento cervical. Na maioria das vezes o hipertireoidismo será autolimitado e a tireoide voltará a funcionar normalmente após um breve período intermediário de hipotireoidismo.
  • Nódulo Hiperfuncionante: neste caso, um nódulo, normalmente maior do que 3 cm, passa a não obedecer o controle da produção de hormônio tireoidiano estabelecido pelo organismo. Assim, ele funciona de forma autônoma, ou seja, produz hormônio em excesso sem se “importar” se já existe uma produção adequada de T4 e T3.
  • Outra causa possível pode ser o uso de medicamentos como amiodarona e o bócio  multinodular.

Quais são os sintomas do hipertireoidismo?

Se no hipertireoidismo a tireoide funciona muito, todo o organismo será automaticamente recrutado para funcionar muito também pelo excesso de hormônios tireoideanos. Assim, os sintomas serão ansiedade, irritabilidade, insônia, fraqueza muscular, tremores, suor excessivo, intolerância ao calor, taquicardia, sensação de cansaço, perda de peso (apesar do apetite aumentado), diarreia ou aumento da frequência das evacuações. Quando a causa é a Doença de Graves, pode ocorrer exoftalmia, que significa o aumento do globo ocular (a sensação é de que o olho está “pulando” para fora).

Mulheres podem apresentar irregularidade menstrual e dificuldade para engravidar.

Como é o feito o tratamento para o hipertireoidismo?

O tratamento desta patologia vai depender muitas vezes da causa. No entanto, vamos descrever as principais terapias:

  • Medicamentos Antitireoidianos (metimazol ou propiltiouracil): estes diminuem diretamente a produção do hormônio tireoidiano atuando dentro das células da tireoide. A vantagem de utilizá-las seria pelo seu efeito transitório e reversível, ou seja, só ocorrerá diminuição da produção de hormônio enquanto a pessoa estiver utilizando a medicação. A desvantagem está relacionada à possibilidade, apesar de rara, de efeitos colaterais graves. O principal destes efeitos seria a agranulocitose, o que significa que a medicação pode diminuir a produção de células de defesa do nosso organismo, fazendo com que infecções banais possam se tornar muito graves! Estes efeitos, no entanto, não contraindicam o uso dos medicamentos! Você e seu médico decidirão se o benefício de utilizá-las é maior do que o risco (na maioria das vezes isto é verdadeiro)!
  • Radioiodoterapia: neste caso é administrado ao paciente uma quantidade pré-definida pelo médico de iodo radioativo (por via oral em líquido ou em cápsulas). Este iodo (matéria prima principal utilizada pelo organismo para a produção de hormônio tireoidiano) é avidamente captado pela tireoide. No entanto, sendo radioativo, assim que estiver dentro da célula, irá destruí-la. A principal vantagem desta terapia está no fato de que ela normalmente será definitiva. A principal desvantagem é que haverá, na maioria das vezes, a troca de doença, ou seja, o hipertireoidismo será curado, mas a consequência será o desenvolvimento do hipotireoidismo. No entanto, este último é infinitamente mais fácil de controlar do que o primeiro, trazendo grande vantagem para o paciente! Muito importante saber que antes de ser submetida a esta terapia a mulher deve certificar-se de não haver a possibilidade de estar grávida já que o iodo radioativo pode afetar a tireoide do feto! A quantidade de radiação utilizada é mínima e segura!
  • Cirurgia: aqui seria retirada parte da tireoide ou sua totalidade. Pode ser a principal alternativa em alguns casos específicos como por exemplo, diante de um bócio nodular.

Eu tenho hipertireoidismo... posso engravidar?

Claro que sim! No entanto, o ideal é planejar primeiro e apenas realizar seu desejo após o hipertireoidismo ter sido devidamente tratado e controlado. Caso você esteja usando medicamentos antitireoidianos (tapazol ou propiutiouracil) deve estar ciente de que há relatos de casos de má formação, principalmente do couro cabeludo, em bebês de mães que os utilizaram durante a gestação. Além disso, estas medicações podem passar pela placenta e atingir a tireoide do bebê levando a um hipotireoidismo congênito transitório! Logo, o pediatra que cuidará dele após o nascimento deve estar ciente desta possibilidade.

Caso você tenha realizado o tratamento com radioiodoterapia deve adiar a gravidez por pelo menos seis meses após ter utilizado a dose de iodo radioativo, evitando assim problemas decorrentes da radiação para o bebê.

Durante toda a gravidez, os níveis de hormônios tireoidianos deverão ser dosados, já que podem alterar ao longo da gestação.

Importante: caso seu hipertireoidismo tenha ocorrido devido a Doença de Graves, o anticorpo TRAb deverá ser dosado no último trimestre da gestação (mesmo que você já tenha feito cirurgia ou radioiodoterapia!), já que ele pode passar pela placenta e causar a doença no bebê. Se ocorrer, é possível tratar o feto ainda dentro do útero administrando medicamentos para a mãe!

 JD. KARAÍBA

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