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Principais Tratamentos

Puberdade

Este termo pode assustar a nós mães e pais que consideraremos nossos pequenos sempre bebês necessitados de cuidados! Sim, como mãe eu concordo plenamente e digo que eles não deveriam crescer nunca!

Porém, como médica endocrinologista, posso afirmar que a Puberdade é uma fase de transição inevitável que levará a grandes transformações pelas quais nós passamos e nossos filhos também deverão passar da forma mais saudável possível!

Compreende o período da passagem da infância para a vida adulta, quando ocorre a ativação cerebral do eixo hormonal que controla a função dos ovários nas meninas e dos testículos nos meninos, levando às alterações físicas características de cada gênero, à aceleração do crescimento e culminando com a capacidade do indivíduo à reprodução.

O início e evolução deste processo podem variar de acordo com características individuais, genéticas, socioeconômicas, étnicas, geográficas e ambientais. No entanto, o período normal para ocorrer o aparecimento do primeiro sinal de puberdade na menina varia entre 8 e 13 anos de idade. Este primeiro sinal seria o aparecimento do broto mamário. A evolução puberal pode durar de 2 a 4 anos, sendo que a menarca (primeira menstruação) frequentemente ocorrerá ao final deste período, quando a maturação sexual estará praticamente completa!

No menino, a primeira característica puberal é o aumento do volume testicular, evento denominado gonadarca, sendo o seu aparecimento considerado normal se ocorrer entre 9 e 14 anos de idade.

Logo, devemos nos preocupar sim se qualquer característica sexual secundária (seja ela aparecimento de mamas, crescimento de testículos e pênis, odor axilar, pelos pubianos ou axilares, acne) surgir antes dos 8 anos de idade nas meninas e 9 anos nos meninos!

Também será motivo de preocupação se nenhuma destas características aparecerem até os 13 anos de idade nas meninas e 14 nos meninos!

A primeira situação chama-se puberdade precoce e a última puberdade tardia. Ambas merecem a avaliação minuciosa de um médico endocrinologista pediátrico!

Puberdade Precoce

O que é puberdade precoce?

O aparecimento de mamas em meninas antes dos 8 anos de idade e o desenvolvimento dos testículos antes dos 9 anos e seis meses nos meninos deve ser avaliado cuidadosamente para esclarecer se a criança apresenta precocidade sexual.

Importante: merecem atenção as crianças que iniciaram a puberdade na idade adequada, mas que apresentam um ritmo de desenvolvimento muito rápido.

Existem também os quadros de puberdade precoce incompleta, quando a criança pode apresentar apenas o desenvolvimento mamário, ou somente a pilificação pubiana sem outras modificações físicas, ou seja, não há aceleração do crescimento, acne, aumento da massa muscular, menstruação.

Atenção: ao observar sinais como mamas, aumento dos testículos com outras características puberais, procure um endocrinologista ou pediatra.

Quais as principais causas de puberdade precoce?

Denominamos puberdade precoce dependente de gonadotrofinas, também chamada de central ou verdadeira, os quadros em que existe envolvimento da hipófise ou do hipotálamo, que produzem LH e FSH (gonadotrofinas) que estimulam o ovário ou o testículo a se desenvolverem. Essa alteração pode não ter uma causa definida e ser chamada idiopática, ou pode ser causada por tumores.

A puberdade precoce é considerada não dependente de gonadotrofinas, periférica, ou também chamada de pseudo-puberdade quando o problema ocorre na glândula adrenal, ou por uma doença primária no ovário ou no testículo, sem, no entanto, haver a participação da hipófise. Doenças congênitas da glândula adrenal, por deficiências enzimáticas e tumores, têm como consequência a produção exacerbada de hormônios chamados androgênios (testosterona) e esses quadros causam nas meninas aumento da pilificação, aumento do clitóris e da massa muscular, além de acne, criando um aspecto virilizado nelas.

Nos meninos, além do aumento da massa muscular e aparecimento de acne, ocorre aumento do pênis não compatível com o desenvolvimento dos testículos.

Como é feito o diagnóstico?

A principal ferramenta para o diagnóstico é o exame clínico. Os pais são muito importantes nessa avaliação. Se as crianças se desenvolverem antes da maioria das outras do grupo, ou se tiverem um desenvolvimento dos caracteres sexuais muito acelerado, ou crescerem muito rapidamente (para a idade), deve-se consultar um especialista para uma orientação. Os principais exames solicitados nessa avaliação têm por objetivo medir a produção hormonal da hipófise, dos ovários (estrógenos) ou dos testículos (testosterona) e devem ser sempre interpretados em conjunto com o quadro clínico.

A glândula adrenal também pode ser avaliada através de exames de sangue. As radiografias de punho e mãos auxiliam o médico a verificar a repercussão do desenvolvimento, medindo o grau de maturidade óssea e auxiliando no prognóstico da estatura. A ressonância magnética da hipófise é também frequentemente solicitada, assim como o ultrassom pélvico.

Aviso importante: se seu filho (a) apresentar aumento da pilificação genital, acne, especialmente em idade precoce, consulte um especialista.

Quais as consequências da puberdade precoce?

Uma das principais preocupações em relação às crianças com puberdade precoce é determinar a causa do desenvolvimento e o tratamento mais adequado. Existe também a repercussão do desenvolvimento precoce na maturação óssea, acelerando o processo, sem o crescimento correspondente, e a criança apresenta perda estatural.

Ou seja, crianças altas, enquanto apresentam o desenvolvimento puberal, terão um menor tempo de crescimento e um comprometimento da estatura final, tanto mais grave quanto mais acelerada a maturação óssea. Para algumas crianças, o desenvolvimento mais precoce traz repercussões emocionais que devem ser avaliadas individualmente.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da causa. Na puberdade periférica, ele pode ser feito com medicamentos ou com cirurgia, especialmente nos casos de tumores. A puberdade precoce central, dependente de gonadotrofinas, é tratada com medicamentos.

Os análogos do GnRH são formas sintéticas de proteínas cerebrais que agem com uma potência dez vezes maior do que a dos hormônios naturais e, por isso, competem com esses, pelos receptores dentro das células, promovendo sua inibição quando administrado continuamente, bloqueando a evolução da puberdade.

O medicamento é administrado por via muscular, preferencialmente. Após as primeiras doses, pode haver uma elevação temporária dos hormônios da hipófise e do ovário ou testículo. Após 4 semanas, ocorre uma supressão desses hormônios e todos os órgãos que dependem desses hormônios ficarão em repouso. O efeito cessa após a suspensão do tratamento.

Atenção: nas meninas, durante o tratamento, em caso de sangramento genital, entre em contato com o médico, mas não interrompa a medicação.

A dose habitual é de 3,75 mg com ação prolongada em uma aplicação mensal, mas deve sempre ser estabelecida pelo médico de acordo com cada caso. Existem também apresentações de uso trimestral, 11,25 mg atualmente é a medicação mais indicada, devido ao menor número de injeções.

Quais os efeitos colaterais da medicação?

São poucos. Um dos principais problemas é o fato da medicação ser injetável, o que para algumas crianças é um grande desafio. Reações alérgicas e no local da aplicação ocorrem raramente. Algumas crianças têm cefaleia. Nos meninos, pode ocorrer o aumento da glândula mamária. Pode haver aumento de peso, mas isso depende das condições anteriores ao tratamento.

O que se espera com o tratamento da puberdade precoce?

Em todos os casos de puberdade tratados espera-se uma regressão dos caracteres sexuais, mamas, desenvolvimento testicular, redução da pilificação (casos de puberdade periférica), diminuição da velocidade de crescimento e não progressão da idade óssea. Também é importante considerar o aspecto psicológico das crianças e sua melhor adaptação ao grupo da mesma idade com o resultado efetivo do tratamento.

Importante: a informação contida neste material não deve ser usada para diagnosticar ou prevenir doenças sem a opinião de um especialista. Antes de iniciar qualquer tratamento, procure um médico.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia & Metabologia.

Puberdade Atrasada

Nas meninas, puberdade atrasada ou tardia será identificada caso não ocorra nenhum desenvolvimento de mamas até os 13 anos de idade ou nenhum sinal de sangramento (menstruação) até os 16 anos.

Nos meninos, o diagnóstico será feito caso não tenha ocorrido nenhum sinal de puberdade, especialmente o aumento dos testículos, até os 14 anos de idade.

Estes casos também devem ser investigados e cuidados por um endocrinologista infantil!

Quais são as causas da puberdade atrasada?

Muitas vezes não existe uma causa patológica, mas sim apenas um Atraso Constitucional do Crescimento e da Puberdade (ACCP). O indivíduo pode demorar um pouco mais para iniciar o processo puberal, mas evoluirá sem necessidade de tratamento e será um adulto normal. Este quadro pode ocorrer tanto no menino quanto na menina, sendo bastante comum uma história familiar semelhante. Apesar de não ser necessário tratamento, este pode ser realizado caso o atraso seja motivo de estresse psicossocial para o adolescente.

No entanto, há causas patológicas descritas a seguir:

Hipogonadismo Hipogonadotrófico: nesta condição pode haver um problema estrutural ou funcional da glândula hipófise, o que a torna incapaz de produzir os hormônios LH e FSH que são necessários para o desenvolvimento da puberdade. Uma vez identificada esta causa, deverá ser realizada uma RNM da região hipotalâmico/hipofisária para afastar tumores ou má-formações desta região. Caso estas alterações sejam confirmadas, o próximo passo será a avaliação de outros hormônios também produzidos pela hipófise e que podem estar alterados como o HGH (Hormônio do Crescimento), TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide) e ACTH (Hormônio Adrenocorticotrófico).

Hipogonadismo Hipergonadotrófico: neste caso, a hipófise “trabalha” adequadamente, mas os ovários nas meninas e os testículos nos meninos não funcionam. Isto pode ocorrer por infecções, cirurgias, pós-tratamento quimioterápico ou por síndromes genéticas como por exemplo a Síndrome de Turner nas meninas e a Síndrome de Kleinefelter nos meninos.

Atenção: meninas que não tiveram a primeira menstruação até os 16 anos, ainda que tenham desenvolvido todas as outras características sexuais secundárias, deverão também ser avaliadas! As causas para esta condição podem ser raras como a ausência de útero e/ou vagina, denominada Síndrome de Rokitansky, ou mais comuns como uma manifestação mais precoce da Síndrome de Ovários Policísticos.

Qual é o tratamento para Puberdade Atrasada?

O tratamento vai depender da causa. Algumas vezes é muito difícil diferenciar um Atraso Constitucional do Crescimento e Puberdade (ACCP) de uma causa patológica como o Hipogonadismo Hipogonadotrófico. Neste caso, o acompanhamento longitudinal desta criança seria prioritário, evitando assim um tratamento precipitado que, à princípio, será para o resto da vida!

No entanto, se identificado pelo especialista que são realmente necessários, os hormônios da puberdade que não estão sendo produzidos não só podem como devem ser utilizados!

Na menina será iniciado o uso de estradiol por via oral ou transdérmica (adesivo ou gel de estrogênio) por dois anos em doses gradativamente maiores. Após este período, será iniciado um hormônio denominado progesterona que permitirá os sangramentos mensais ou menstruações.

No menino, o hormônio utilizado será a testosterona injetável, inicialmente em doses mensais, com aumentos progressivos conforme a aquisição das características sexuais secundárias e necessidade individual.

 

 

 JD. KARAÍBA

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