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Principais Tratamentos

Transexualidade

Em 1923, o termo transexual foi descrito pela primeira vez para definir pessoas que sentem um profundo desconforto com seu gênero biológico. Hoje, tratamento medicamentoso associado ou não a cirurgia, permite às pessoas transexuais realizar a transição para o gênero com o qual sentem-se verdadeiramente pertencer. O ideal é que qualquer tratamento proposto seja acompanhando por uma equipe multiprofissional constituída por profissionais da saúde mental com experiência neste assunto, endocrinologista, ginecologista e cirurgião.

Não seria nem preciso dizer aqui, mas por mais ansioso (a) em realizar as mudanças genuinamente necessárias para viver no gênero ao qual realmente pertence, jamais o indivíduo deverá fazer isto sozinho, sem acompanhamento médico e baseado em informações de fontes duvidosas amplamente disponíveis na internet!

Muitas pessoas transexuais acabam desconhecendo que esta condição existe e que é passível de tratamento. Na maioria das vezes, o sentimento de não pertencer ao seu corpo biológico, de se sentir diferente em relação aos outros e até culpado por isso, pode atrasar o tratamento levando a estresse emocional e prejuízo da qualidade de vida! Por isso, é importante que familiares e pacientes sejam bem informados e procurem auxílio de profissionais habilitados a lidar com o problema.

Vamos então conversar sobre Transexualidade e seu tratamento:

Qual é o objetivo do tratamento hormonal?

Na verdade, o objetivo principal do tratamento hormonal é adequar as características físicas da pessoa ao gênero desejado, com a menor possibilidade possível de efeitos colaterais. Para isto teremos duas ações a serem realizadas:

Primeiro: Suprimir a produção dos hormônios que são determinados pelo sexo genético/biológico.

Segundo: Manter níveis hormonais adequados para o gênero desejado.

Ambos podem ser feitos simultaneamente ou não dependendo de cada caso e do desejo e expectativas do paciente.

Quando este tratamento deveria ser iniciado?

Inicialmente o indivíduo que procura este tipo de tratamento deveria ter a avaliação de um profissional experiente na área, preferencialmente um profissional da saúde mental, a fim de confirmar o diagnóstico e trabalhar questões relacionadas a todos os desafios desta transição, bem como afastar a presença de doenças mentais que possam sofrer influência da terapia hormonal.

No caso de crianças e adolescentes a avaliação de um psiquiatra com ampla experiência nesta condição é imprescindível, visto que nesta população seria muito importante o diagnóstico adequado permitindo o tratamento precoce!

Além disso, para adultos e adolescentes, o ideal seria inicialmente passar por um período de “real life” de pelo menos 1 ano antes de realizar as transformações, visto que parte delas pode ser irreversível. Isto significa vestir-se, comportar-se e viver socialmente no gênero desejado. Algumas vezes este período e o tratamento são feitos simultaneamente.

Como é feita a terapia hormonal para adolescentes transexuais?

Um adolescente transexual geralmente intensifica o seu sofrimento à medida que passa pelas transformações corporais do seu gênero biológico/genético, próprias da puberdade. Este “sofrimento” e “desconforto” denomina-se Disforia de Gênero, e reafirma o diagnóstico. O próximo passo seria bloquear o desenvolvimento hormonal com uma medicação denominada análogo do GnRh que impede o organismo de produzir os hormônios LH e FSH que são responsáveis por estimular testículos e ovários a produzir os hormônios sexuais.  Esta terapia é imprescindível para impedir o desenvolvimento irreversível de características femininas ou masculinas determinadas pelo sexo biológico/genético.

Caso não se confirme o diagnóstico e não sendo desejo de o indivíduo continuar a terapia, a puberdade evoluirá normalmente uma vez suspensa a medicação. Ao contrário, aos 16 anos além de manter o bloqueio hormonal com o análogo de GnRh será iniciada a terapia com hormônios apropriados para o gênero desejado.

Em um adulto ou adolescente com mais de 16 anos nascido com gênero biológico/genético masculino, porém sentindo-se pertencente ao gênero feminino, como é realizada a terapia para adquirir as características de uma mulher?

Este é o caso de uma mulher trans. Seria importante bloquear a produção de testosterona, o que é realizado com o análogo de GnRh, ciproterona ou espironolactona.

Por outro lado, devemos iniciar o uso de estradiol, hormônio normalmente produzido pelos ovários. Este hormônio levará a redistribuição de gordura corporal (“tira” gordura do abdome e acumula em quadril e coxas), pele mais fina, cabelos mais volumosos, desenvolvimento de mamas. No entanto, como nem tudo na vida é perfeito, o ônus de ser mulher também vem junto com o possível desenvolvimento de celulite, maior risco de câncer de mama, problemas hepáticos, pressão alta e de trombose venosa.

Este último pode levar a risco de embolia pulmonar e morte! No entanto, esta complicação será difícil acontecer se a terapia for realizada com auxílio médico, nas doses e formulações adequadas! Em um estudo realizado após 10 anos de acompanhamento de mulheres trans apenas aquelas que utilizaram altas doses de estrogênios, especialmente provenientes de anticoncepcionais, tiveram maior risco de trombose e mortalidade!

Em um indivíduo adulto ou adolescente com mais de 16 anos nascido com gênero biológico/genético feminino, porém sentindo-se pertencente ao gênero masculino, como é realizada a terapia para adquirir as características de um homem?

Este é o caso de um homem trans. Para adquirir as características masculinas será iniciado o uso de testosterona. Este hormônio pode ser administrado por via intramuscular ou via transdérmica (formulações em gel ou spray axilar).

Serão adquiridas as seguintes características: aumento de pelos corporais e faciais, engrossamento da voz, aumento da massa muscular, amenorreia (parada das menstruações), redistribuição da gordura corporal (acúmulo de gordura na região abdominal), diminuição das mamas, aumento do clitóris.

No entanto, efeitos não desejados também podem ocorrer como: queda de cabelos/calvície, acne, problemas do fígado, aumento da pressão arterial e diminuição do colesterol bom, o que pode aumentar a chance de risco cardiovascular.

Importante! Muitos aspectos relacionados às consequências da terapia hormonal para pessoas transexuais ainda não são conhecidos! Além disso, o uso de medicamentos sem o estrito acompanhamento médico pode ser perigoso e levar ao risco de sérias complicações! Por isso, a terapia deve sim ser realizada devido a não adequação entre o gênero geneticamente determinado e o gênero ao qual a pessoa acredita pertencer. Porém, antes disso, passe por uma consulta médica, entenda os riscos e benefícios do tratamento, cuidados que deverão ser tomados a longo prazo, efeitos sobre fertilidade e sobre os órgãos hormônio dependentes. Siga regularmente o acompanhamento com consultas periódicas e tudo dará certo!

 

 

 JD. KARAÍBA

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